Comportamentos
Opióides
Opióides são
substâncias derivadas do ópio, um produto extraído
da papoula, planta da família das Papaveraceae,
de origem asiática, capaz de provocar efeitos euforizantes.
A morfina e a codeína são consideradas opiáceos
naturais, pois são extraídos da papoula, enquanto
a heroína e a metadona são substâncias
obtidas da modificação em laboratório
e consideradas opiáceos semi-sintéticos. Já
a meperidina, o fentanil e o propoxifeno são substâncias
opiáceas totalmente produzidas em laboratório
e de uso médico para fins anestésicos e para
alívio da dor em doenças crônicas como
o câncer, por exemplo.
O cérebro humano produz
determinadas substâncias denominadas opióides
endógenos, que estão relacionadas com a regulação
do prazer e da dor. Quando o indivíduo faz o uso
dessa substância há um desequilíbrio
nesse sistema opióide cerebral e inúmeras
conseqüências negativas ocorrerão no organismo
do usuário. Desta forma, os opióides são
substâncias capazes de produzir efeitos em diversas
áreas do organismo, sendo a ação cerebral
a principal característica. Sensações
de prazer e euforia, redução da dor, sedação,
sonolência, dificuldade na coordenação
motora, náuseas e vômitos também podem
ocorrer. Freqüentemente ocorre uma dilatação
dos vasos sanguíneos, acompanhado de diminuição
da freqüência respiratória e diminuição
dos movimentos peristálticos dos intestinos, provocando
constipação.
A overdose de
opióides ocorre com freqüência e pode
provocar miose (diminuição das pupilas), depressão
do sistema nervoso central, depressão respiratória,
diminuição do nível de consciência,
hipotensão arterial, edema pulmonar, colapso circulatório
e conseqüente morte.
Dr. Gustavo Teixeira