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Dislexia
O QUE É?
A dislexia apresenta-se como
uma redução na velocidade e qualidade da aquisição
das habilidades de leitura e escrita, onde há uma
dificuldade no aprendizado da criança de modo geral.
Normalmente aparece logo na fase de alfabetização,
onde já aparecem as dificuldades da criança
para aprender a ler e a escrever. A criança disléxica
se encontra sempre atrasada em relação às
crianças de sua classe.
A maior dificuldade que a criança
com dislexia encontra, é de reconhecer as palavras,
sem confundi-las com outras, que normalmente, tem fonemas
parecidos. O fonema é a menor unidade de som dentro
da linguagem, é o “som de cada parte da palavra”.
As crianças disléxicas
não reconhecem os fonemas individuais, não
conseguem perceber e reconhecer os pedaços de sons
que formam a palavra, somente consegue ouvir o som da palavra
inteira.
A dislexia se caracteriza assim,
por uma desordem fonológica.
Não se pode confundir
fonema com letra, pois a primeira expressa o som e a segunda,
o que se escreve. Ex: a palavra FITA é constituída
de 4 fonemas “fee, iii, têe, aaa”.
A dificuldade que as crianças
disléxicas apresentam, é de não processar
a quebra das palavras, ou seja, não decodificam as
palavras em fonemas.
É muito comum essas crianças
confundirem palavras com sons parecidos, como por exemplo,
“VACA E FACA”. Quando se mostra pra criança
disléxica a figura de uma vaca, ela pode dizer que
é uma faca, porem dizem que é o animal mãe
do bezerro, que mora no pasto... Porque sabe o que é
e para que serve, os objetos que lhe são apresentados,
apenas não acessa no cérebro o fonema correto,
pronunciando “f” ao invés de “v”.
O QUE CAUSA A DISLEXIA?
A dislexia parece resultar de
falhas nas conexões cerebrais. Alguns pesquisadores
americanos identificaram uma ruptura nos circuito neural
envolvido com a leitura.
Ao realizarem experimentos
com técnicas funcionais, relataram que os disléxicos
apresentam menor ativação das regiões
cerebrais normalmente envolvidas nas tarefas de reconhecimento
sonoro e individual das palavras.
Além do componente neurobiológico,
a dislexia é hereditária, assim, a criança
disléxica tem algum parente próximo com a
mesma dificuldade (pai, tio, avó).
A CRIANÇA DISLÉXICA
NÃO É INTELIGENTE?
A dislexia não tem haver
com inteligência. Muitas crianças com dislexia
apresentam ótimos resultados em testes de lógica
e atividades cognitivas. A inteligência dessas crianças
se apresenta normal, as vezes podendo ser até acima
da média.
Dislexia não tem relação
com nenhum tipo de retardo ou deficiência mental,
e não é um indicativo de futuras dificuldades
acadêmicas e profissionais da criança.
Quando a criança disléxica
recorre ao tratamento, assim que recebe o diagnóstico,
ou seja, quanto o mais cedo possível, as chances
de um melhor desenvolvimento na aprendizagem são
maiores. Pode-se mais cedo trabalhar para corrigir as falhas
de conexões cerebrais.
A CRIANÇA DISLÉXICA
É “MAL CRIADA” E DESOBEDIENTE?
O que geralmente acontece com
essas crianças, é que por enfrentarem dificuldades
no aprendizado, acabam se desestimulando e se deparando
com verdadeiras frustrações. Apresentam assim
um mau comportamento dentro e fora da sala de aula. Portanto,
os pais e profissionais devem estar sempre atentos, para
não julgarem mal as conseqüências da dislexia
no comportamento da criança. Também muitas
vezes, passam por crianças preguiçosas e relaxadas,
na verdade, o que sentem é a falta de estímulos
para realizarem as tarefas as quais lhe são atribuídas.
COMO POSSO IDENTIFICAR
SE A “MINHA” CRIANÇA É DISLÉXICA?
• A criança tem
dificuldade em assimilar o que o professor ensina na sala
de aula, mesmo quando está prestando atenção.
A conseqüência disso é a dispersão
e falta de interesse. (lembrando que não somente
na dislexia isso pode ocorrer);
• Dificuldades com rimas, aliteração,
no reconhecimento de letras e fonemas, ainda na fase de
alfabetização;
• Dificuldades na leitura de palavras curtas e simples;
• As crianças reclamam muito da leitura;
• Confundem palavras;
• Dificuldade em soletrar palavras;
• Dificuldade em ler em voz alta;
• Dificuldade em memorizar as palavras;
• Exclui-se qualquer tipo de deficiência, mental,
auditiva e visual;
• Trocas na fala (persistem até depois dos
6 anos);
• Desorganização geral;
• Dificuldade em lembrar dias da semana e do mês;
• Dificuldade em contar e recontar histórias
já conhecidas por ela;
O QUE A FONOAUDIOLOGIA PODE FAZER?
O fonoaudiólogo é
um dos profissionais que avalia e identifica as dificuldades
de linguagem e aprendizagem na criança.
A terapia fonoaudiológica
com crianças disléxicas, basicamente será
focada nas falhas de aprendizado da leitura e da escrita.
Utilizando-se de estratégias
de linguagem, dentro de perspectivas fonológicas,
as quais de proporcione a relação letra –
som, desenvolvendo na criança o aumento de vocabulário,
para uma melhor compreensão da atividade de leitura,
de reconhecimento de sons, de sílabas, palavras e
frases.
O fonoaudiólogo precisa
estar sempre integrado com a família e a escola da
criança dislexia, para que haja assim, um bom planejamento
terapêutico, onde se desenvolverão mecanismos
para compensar e adaptar as crianças nas atividades
escolares.
É IMPORTANTE LEMBRAR
QUE, A DISLEXIA NÃO É UM PROBLEMA OU DIFICULDADE
QUE SE SUPERE OU MELHORE COM O TEMPO.
MUITOS CASOS DE DISLEXIA PASSAM
DESPERCEBIDOS NAS ESCOLAS, POR ESSA RAZÃO, FAZ-SE
NECESSÁRIO UM TRABALHO INERDISCIPLINAR E TRANSDISCIPLINAR
ENTRE OS PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS COM A SAÚDE E EDUCAÇÃO
INFANTIL.
QUANTO MAIS CEDO SE IDENTIFICAR
QUE UMA CRIANÇA É DISLÉXICA, MELHORES
SERÃO OS RESULTADOS ALCANÇADOS NAS TERAPIAS
E NO RENDIMENTO ESCOLAR.
SÃO CRIANÇAS
QUE MERECEM UMA ATENÇÃO ESPECIAL, CARINHO,
COMPREENSÃO E ESTÍMULOS POSITIVOS.