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APAEs apóiam tendência mundial de inclusão escolar

A questão da obrigatoriedade da matrícula de crianças com deficiências em escolas comuns, como decisão imperativa, seja qual for o problema que o aluno apresente, e sua origem racial, cultural, religiosa etc., tem levantado grandes polêmicas e discussões profundas em países desenvolvidos e nos emergentes como o Brasil. O professor MacKey, de New Brunswick, Canadá, autor do relatório canadense sobre Educação Inclusiva, como nos informa a Diretora para Assuntos Internacionais da Federação Nacional das Apaes, Maria Amélia Vampré Xavier, quando questionado sobre as decisões imperativas que os juízes e advogados estariam informando às diretorias escolares e aos professores canadenses; respondeu: "Os juízes, de maneira geral, respeitam o conhecimento e a experiência especializada de professores e se submetem a esse conhecimento quanto a pormenores da educação a ser dada. O que a lei faz é propiciar uma estrutura para a tomada de decisões difíceis acerca de fornecer a melhor educação possível, ao menor custo, e de maneira não descriminatória". Para MacKey, as escolas devem fornecer um ambiente livre de injustiças, de preconceitos e intolerâncias, onde os direitos sejam respeitados e a inclusão seja modelada. Devem ser consideradas mudanças sistêmicas bem como individuais. As diferenças devem ser resolvidas de maneira razoável, útil para todos. "A igualdade é específica ao contexto, e não existe fórmula específica para sua aplicação", ressalta o professor. Argumenta Maria Amélia: "Pensamos que a questão da inclusão de alunos com deficiências na chamada da sala de aula comum é, de fato, uma questão de direitos humanos e como tal, esse direito deve ser encarado. Toda via, parece-nos necessário, pais de um lado, educadores e profissionais de apoio de outro, que todos temos de ter flexibilidade de opinião, e não nos apegarmos a conceitos que pode até ter muita substância, mas que acabam criando mais problemas para o próprio aluno com deficiência, ou mesmo para sua família. Divididos, ficam os pais sobre a forma concreta de agir em defesa dos direitos dos filhos". A Federação Nacional das Apaes é historicamente favorável à inclusão escolar, como um processo de desenvolvimento institucional da escola, sujeito a um movimento contínuo de evolução. No entanto, a inclusão escolar não significa apenas colocar todos os alunas na escola comum, fazendo assim uma inclusão apenas física. A inclusão escolar significa garantir o acesso, a permanência e o sucesso escolar também dos alunos com deficiência. Para isso, a escola tem de oferecer os suportes que o aluno vai precisar para que ele possa, de fato, estar incluído. Esses suportes são os apoios pedagógicos, os apoios clínicos, a remoção de barreiras, os recursos materiais e tudo que for necessário para que o aluno possa aprender como e com os outros.

Fonte: Federação Nacional das APAEs

 
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